segunda-feira, 27 de abril de 2026

Rede tóxica (American Sweatshop) - Uta Briesewitz

    Conhecida por sua direção em séries como Westworld, Stranger things, Severance - já comentada aqui, Uta Briesewitz apresenta também o seu trabalho em longas-metragens com Rede tóxica.

    A premissa muito atual, importante e interessante do compartilhamento de conteúdos nas redes é apresentada a partir de uma agência reguladora de conteúdos e seus funcionários. Quem conduz a trama é a protagonista Daisy, vivida pela talentosa e carismática Lili Heinhart, de Hal & Harper - também comentado aqui.

    A equipe da agência vai entrando em contato com cenas de violência e sexo e se afetando com aquilo: de vômitos a desmaios, surtos a depressões, todos vão adoecendo psiquicamente.

    Ali é um recorte extremo, mas não deixa de ser um espelho da sociedade, uma metonímia do que se pode ter navegando pela internet, em especial adolescentes e jovens.

   
    Rede tóxica então é um filme necessário, porém ao colocar como trama central a relação de Daisy com uma cena específica de sexo violento e sua obsessão com essa cena limita a questão. Limita porque não desenvolve o que poderia ser a motivação de sua obsessão, nem as consequências. Tampouco aborda o porquê da realização ou sucesso dessas cenas. O filme se restringe à tentativa de Daisy encontrar o executor da cena, como num filme de suspense e perseguição.    

    Uta Briesewitz poderia desenvolver e transbordar mais, mas só de trazer a questão já é um grande feito.

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