sábado, 11 de abril de 2026

A verdadeira dor (A real pain) - Jesse Eisenberg

    Civilizações que passaram por guerras e imigrações tendem a se fechar e ter seus integrantes se apoiando, costuma haver um movimento bonito de solidariedade. É o caso do povo judeu, ameaçado e perseguido por séculos e por muito tempo um povo sem pátria.
    Entretanto a partir dos conflitos e opressões, muitas vezes também vêm sentimentos revanchistas entre estes povos. É o que vemos atualmente entre grande parte dos judeus, que apóiam o estado criado para eles e um expansionismo bélico e fascista.
    Em paralelo há um movimento de enaltação à sua cultura e como em Hollywood a comunidade judaica é muito grande e importante, não à toa andaram surgindo obras com esse perfil.
    É o caso de A verdadeira dor de Jesse Einsenberg. Conhecido por seu trabalho de ator, em filmes como Lula e a Baleia, A rede social e Truque de mestre, Aqui Jesse se arrisca na direção, o filme tem um tema interessante de reencontro com as origens da família a partir da morte da vó e uma direção competente, porém a história é rasa e arrogante.
    Dois primos se encontram para fazer essa viagem de homenagem e há um conflito entre eles: o primo mais reprimido e certinho, vivido por Jesse e o primo mais criativo e impulsivo vivido por Kieran Culkin, muito elogiado por essa atuação por sinal.

    Mas na impulsividade desse primo há um comportamento muito desrespeitoso, de quem se acha o centro do universo e não se importa com os sentimentos ao redor, até aproximando Culkin de seu trabalho de destaque anterior, vivendo um dos irmãos da série Succession.
    As verdadeiras dores ficam então ofuscadas por imaturidades e um certo umbiguismo e acabam por não interessar e comover tanto.

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