No primeiro filme, criado por John Lasseter, há mais de 20 anos, o ponto de partida era do boneco Woody que tinha que dividir seu posto de brinquedo preferido com o boneco Buzz Lightyear e nas brigas acabam se perdendo da criança e passam por muitas aventuras até retornarem à casa.
Dez anos depois veio o terceiro filme, que foi inteligente em criar um roteiro que com novas aventuras pudesse atrair novos públicos infantis, mas que também apelasse à nostalgia das crianças dos anos 90 que já se sentissem grandes, como o garoto Andy, que aqui está indo pra faculdade e se prepara para se despedir de seus brinquedos, os ameaçando de serem levados para centros de doação de brinquedos até serem apresentados a uma nova criança: a pequena Bonnie.
Mais recentemente veio o quarto filme da série, quando os brinquedos já vivem com Bonnie, convivem com brinquedos de sucata e vão acompanhá-la em suas férias, ou seja, o risco de novos ambientes e de serem perdidos fica muito presente.
Em 2026 vem o quinto filme, com diretores e roteiristas totalmente novos, mas ainda mantendo muitos dos astros originais, como Tom Hanks na voz de Woody ou Joan Cusack na voz de Jessie, a trama se atualiza com uma crise muito atual, dos brinquedos perdendo espaço na vida das crianças para as telas.
A premissa mais do que interessante, é importante de ser abordada. Entretanto o filme tem seus desequilíbrios, querendo apresentar questões demais e não tendo tempo e espaço para explorar todas, como a memória das relações entre brinquedos e as crianças crescidas. Acaba entrando justamente em certo frenesi de mudança de cenas que diz sobre o tempo ansioso e multitarefa em que vivemos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário