Louis Leterrier tem destaque por filmes de ação como Transformers e Hulk, mas aqui vai para um gênero mais de suspense.
A última casa apresenta um fenômeno em que as pessoas ficam trancadas em casa sem conseguir sair, uma espécie de fim de mundo intimista. O filme então se foca em uma dessas casas e a vida de sua família em confinamento. As cenas vão desde cotidianos que nos remetem aos tempos de pandemia com gestos de cuidados com higiene e racionamento, até alusões a algo mais transcendente e fantástico, como a ameaça de zumbis ou alienígenas.
Dialoga, nesse sentido, com produções recentes como Last of us ou O eternauta. Mas o que poderia ser um diferencial atrativo, que é a intimidade de uma família (vivida por bons atores como Wagner Moura e Greta Lee), não é bem construída.
Leterrier compensa a falta de conflito psíquicos com cenas de ação, mas que também não são tão bem justificadas e acabam perdendo nossa adesão à trama. Muita tensão e expectativa é semeada, mas não frutifica como poderia.
