Christopher Nolan muda do universo de fantasia e ficção científica onde tem mais experiência (de filmes como Batman Begins e Interestelar - já comentado aqui) e traz uma história verídica, do desenvolvimento da bomba atômica americana pelo físico Robert Oppenheimer. Entretanto aproveita sua habilidade com narrativas épicas e super-personagens para construir a trama.
A história de Oppenheimer realmente tem múltiplos vieses, relações e implicações, envolve relações pessoais, egos do mundo acadêmico e muitas questões políticas. Um mundo masculino, competitivo e bélico, que Oppenheimer oscila a quanto adentrar.
E para desenvolver essa história complexa Nolan faz uma narrativa à altura: muitas personagens, vozes e tempos, tudo se somando e se cruzando. O resultado é confuso e árido, nos aproxima menos das questões filosóficas e existenciais do cientista e mais da arquitetura política, de interesse e disputa de poder.
É um filme bastante atual, mas que deixa de lado o que poderia ser um antídoto para os nossos tempos, fosse o foco mais sobre os questionamentos da aplicação e extensão do uso da energia nuclear poderia nos envolver e sensibilizar mais e nos aproximar menos desses anos 20 com tantas guerras.

Nenhum comentário:
Postar um comentário