O novo contato com a professora Ellen vem então cheio de ambiguidade: espera de reconhecimento por alguém que ela admira e que havia a rejeitado? Vingança pela exposição que sofreu? Tentativa de se reapresentar e ser aceita?
Ficamos com essas questões e as vivemos ao lado de Ellen, a mãe que não se rende à educação e gentileza da nora, por quem mantem desconfiança e desprezo.
Em paralelo vemos como os outros membros da família vão se movimentando, o pai tentando conciliar, duas irmãs a desprezando e a caçula ficando curiosa.
Um começo com muito potencial para desenvolver esses sonhos de sociedade e o que revelam dos afetos: as aberturas, os preconceitos, as admirações, invejas, desprezos, medos... Afetos que nos envolvem em tempos de polarizações e fascismos.
Entretanto, ao invés de aprofundar essa construção, como obras como O conto de aia faz brilhantemente, aqui ficamos na promessa.
O novo projeto de sociedade vai se consolidando sem que vejamos sua construção, a informação vem pronta, dada, como um anúncio e sem ser visto a partir de cenas. Ficamos em uma linguagem correta porém um pouco asséptica, talvez como o projeto dessa nova sociedade.
A narrativa resulta empobrecida e de certa forma gratuita. Uma pena, pois é preciso falar do fascismo e seus profundos apelos e nuances.




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