Tantas séries ganharam versões em diferentes países, essa é uma que merecia muitas versões locais!
Afinal é muito interessante ter uma narrativa sobre o processo de produção de obras audiovisuais, mas com os atores reais não apenas como elenco, mas como trama, apresentados como caricaturas deles mesmos. Uma ideia genial, feita aqui com maestria: drama, humor, ritmo, sensibilidade, tudo em boa medida.
São três temporadas curtas cuja espinha dorsal são as personagens "anônimas", os trabalhadores de uma agência de atores que lutam por seu lucro de "dez por cento" sobre os ganhos dos atores famosos. Assim vemos o cotidiano de disputa entre agências e agentes diante de cada artista, disputas por bons trabalhos, pelo sucesso em convites e audições, pelas boas negociações, os conflitos entre propostas, ideais e buscas pessoais dos atores, etc.
Mas o charme está em, a cada episódio, ter uma grande estrela convidada que é explorada em suas características: atrizes que querem ser levadas a sério a partir de seus papéis, atrizes que querem ser bem representadas, que têm que enfrentar o envelhecimento ou a solidão, que têm que superar a marca de certos papéis... Ou ainda episódios em que se exageram características reais das personagens, como o modo obsessivo-workaholic de Isabelle Hupert, ou a dificuldade diante da pecha de símbolo sexual de Mônica Belucci.
A série nos traga para sua trama, mas também ecoa todo imaginário que temos com artistas como Cécile de France, Charlotte Gainsbourg, Jean Reno, Juliette Binoche, Sigourney Weaver na fértil cinematografia francesa e além.

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