Projeto de autoria de Mark Duplass, que também protagoniza o filme ao lado de Sarah Paulson, e que foi dirigido por Alex Lehman.
O filme começa devagar, como um reencontro estranho e vamos aos poucos entendendo quem são aquelas personagens e, principalmente, entendendo a relação entre elas.
Como em outros filmes de encontros e reencontros, por exemplo a trilogia de Richard Linklater Antes do Amanhecer/Por do sol/Meia-noite - já comentados aqui - ou o recente Vidas Passadas de Celine Song, Blue Jay vai nos envolvendo nos diálogos, olhares e silêncios.
A história desses ex-namorados de colégio, que voltam à cidade natal por circunstâncias distintas no mesmo momento, e que tiveram trajetórias bem diferentes no campo profissional e emocional vai sendo compartilhada por eles e com o público.
E a delicadeza e densidade com que trabalha os fatos, ora em cenas prosaicas e graciosas, ora com confissões profundas, faz com que o filme entregue muito mais do que uma história do que poderia ou não ter acontecido, mas uma história de como as vivências, enamoramentos e traumas seguem conosco, como as reelaboramos ou recalcamos para dar sequência às nossas vidas, mas elas seguem fazendo parte de nós.

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