Mais uma oportunidade de conhecer lugares distantes e pouco conhecidos. A Mauritânia fica no noroeste da África e faz fronteira com Argelia, Marrocos, Senegal e Mali, por exemplo, mas de sua cinematografia se tem pouco acesso.
Timbuktu é uma ótima maneira de mudar um pouco isso, Sissako faz uma ficção tocante baseada em situações reais de como grupos tentam se impor pela força, intimidação e violência.
Timbuktu é uma cidade no Mali onde culturas diferentes costumavam conviver (sounghais, árabes e tuaregues), porém esse cenário vem mudando.
No filme o que vemos é essa pequena cidade no meio do deserto ser dominada por radicais islâmicos e tentando impor suas regras a todos os cidadãos.
Para fazer valer seus interesses passam por cima inclusive de preceitos islâmicos e entram em embate até com o representante religioso local.
Há também situações que mostram incoerências e hipocrisias seja de um recém convertido ao islamismo que não consegue ser sincero de abrir mão da música em sua vida...
Seja de um vigilante local que fuma escondido...
Seja de um vigilante local que fuma escondido...
Ou principalmente de homens que quebram regras em nome da atração que sentem por algumas mulheres.
Mas é importante ressaltar a poesia do filme, a maneira intimista como mostra algumas famílias, os pequenos conflitos cotidianos e as lindas paisagens.


Ou os EUA que o colocaram na disputado de melhor filme estrangeiro no Oscar e são um dos principais defensores de guerras (que sempre se dizem contra o terror, mas são causadoras de).
Timbuktu emociona e instiga e merece ser visto para ser discutido mas também para que possa nos tocar com uma bela e triste história.