sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Três vezes adeus (Tre ciotole) - Isabel Coixet

     Diretora sensível de filmes como A vida secreta das palavras - já comentado aqui, Isabel Coixet chega com mais um exemplo de uma bela narrativa.

    Três vezes adeus começa com o término de um relacionamento e muito do que pode estar presente em um recomeço.

    

    As cenas são bonitas e realistas, com os vazios das separações, as dúvidas, arrependimentos, hesitações. Mas, para nos envolvermos ainda mais, faz falta a construção das personagens. 

    Conhecemos muito pouco da protagonista, até temos alguns relatos dos defeitos dela, dados pelo ex, mas as qualidades... Vemos dois homens com interesses por ela, mas pelo que exatamente?

    Como nos aproximar e nos apaixonar e desapaixonar também por ela sem conhecê-la?

      E como nos comover mais quando ela adoece?

    Maravilhoso filmes que contam dos detalhes, que mostram os cotidianos, mas ainda mais brilhantes quando nas pequenezas há profundidade... Como na trilogia do Amanhecer de Linklater ou filmes como A pior pessoa do mundo - também comentado aqui - que tem uma narrativa com algumas semelhanças a Três vezes adeus.   

    Ainda assim, aqui temos cenas de extrema sensibilidade e muito emocionantes, com destaque justamente para as despedidas. Mesmo com arestas, um filme que vale muito a pena para pensarmos no amor, na amizade, na vida, na morte, transcendências...

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