Steven Sipelberg é um diretor de trajetória bastante irregular. Capaz de obras-primas como ET, a eletrizante série Indiana Jones, o maravilhoso Hook, a volta do Capitão Gancho ou o exitoso experimentos dramáticos A lista de Schindler. Entretanto ele também se mostra derrapante em outras experiências como os recentes The Fabelmans e Dia D.
Já em Dia D parece que Spielberg queria falar dos arquivos secretos do governo americano e o que pode haver neles, relacionando com sua curiosidade sobre vidas de outros planetas. Porém ao tentar justificar o interesse e o segredo em torno do assunto usa argumentos fracos e que não se sustentam, levando a personagens sem profundidade e até incoerentes.
Agentes de uma ONG que mantém os segredos (já que ele não quis comprar briga e acusar o governo americano), lutam o filme todo arriscando a própria vida e diante de um sinal de resistência simplesmente desistem de seus objetivos.
E aqueles que lutam contra o segredo, que querem revelar ao mundo a existência de outras vidas, também não dizem exatamente o porquê, não trazem motivações interessantes e profundas que levem aos atos extremos que praticam e que poderiam fazer com que nos cativássemos por eles.
Acompanhamos o filme como um filme de ação e, mesmo como um filme de ação, parece fraco, desde armas e ações que soam ineficazes, até trilhas fora de moda. Uma pena, já que o tema é universal e atemporal - vide o quanto ET tem envelhecido bem - e poderia ser muito bem explorado.

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