Começa em cenas de apresentação e sedução de uma relação, depois os primeiros conflitos, passando ao desejo de se reconectar, até desencontros de momentos de vida e a expectativa do final feliz.
Assim como na série Um dia - recém comentada aqui, lançada dois anos antes, Os anos novos também traz cada episódio correspondendo a um ano, um reveillon, e, assim, a temporada discorrendo sobre dez anos na vida das personagens.
Ali há uma radicalidade do investimento nos diálogos, num tempo muito realista e um encadeamento quase de associação livre, que a faz mais instigante e original. Não há uma seletividade das falas em prol de uma dramaturgia mais afiada, o encanto está em se deixar envolver pela conexão e aleatoriedade de temas que coexistem nas personagens vividas por Ethan Hawke e Julie Delpy - saiba mais aqui.
Aqui também há uma ênfase nos diálogos, mas eles são um pouco mais "funcionais", relatam mais o passar dos anos e deixam menos espaço para lacunas. Mas as temáticas intercalam com detalhes cotidianos e singelos.
Os anos novos traz Ana, uma garota extrovertida, que ainda não encontrou um foco na vida e está temerosa em tomar passos e se arriscar. E Oscar, um rapaz mais sério e responsável, mas bastante solidário e parceiro.
(Casal que lembra também outra obra de sucesso recente: A pior pessoa do mundo - também comentada aqui).
Porém aqui a série se perde um pouco ao trazer um amadurecimento de Ana e que não é acompanhada por Oscar. Ela se arrisca em desejos, vai atrás deles e aprofunda sua caminhada. Já Oscar não muda muito e acaba pautado por certo ressentimento.

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